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Mostrando postagens de agosto, 2015

AMOR ÁGAPE

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Só em Ti encontro paz, Alento, descanso,  Força, coragem, Refúgio, alimento, Fôlego, vida, Ha! Meu eterno amor! Como sou feliz em Ti! Meu baluarte, torre forte, Bandeira, Fortaleza, Segurança, Porção, Herança, Amado Meu, Amado da minh'alma! Como anseio Teu amor. Noivo, Minh'alma anseia por Ti! Eu sou do meu amado e Ele é meu. Melhor é o Teu amor do que o vinho! Quero sentir o Teu perfume, Cheirar os Teus cabelos Embriagar-me em Ti, Vida minha. Amado meu,  Deus da minha salvação.
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AS DUAS FLORES

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A Duas Flores São duas flores unidas São duas rosas nascidas Talvez do mesmo arrebol, Vivendo,no mesmo galho, Da mesma gota de orvalho, Do mesmo raio de sol. Unidas, bem como as penas das duas asas pequenas De um passarinho do céu... Como um casal de rolinhas, Como a tribo de andorinhas Da tarde no frouxo véu. Unidas, bem como os prantos, Que em parelha descem tantos Das profundezas do olhar... Como o suspiro e o desgosto, Como as covinhas do rosto, Como as estrelas do mar. Unidas... Ai quem pudera Numa eterna primavera Viver, qual vive esta flor. Juntar as rosas da vida Na rama verde e florida, Na verde rama do amor!

Meus Oito Anos

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Oh ! que saudades que eu tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais ! Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais ! Como são belos os dias Do despontar da existência ! – Respira a alma inocência Como perfumes a flor; O mar é – lago sereno, O céu – um manto azulado, O mundo – um sonho dourado, A vida – um hino d’amor ! Que auroras, que sol, que vida, Que noites de melodia Naquela doce alegria, Naquele ingênuo folgar ! O céu bordado d’estrelas, A terra de aromas cheia, As ondas beijando a areia E a lua beijando o mar ! Oh ! dias de minha infância ! Oh ! meu céu de primavera ! Que doce a vida não era Nessa risonha manhã ! Em vez de mágoas de agora, Eu tinha nessas delícias De minha mãe as carícias E beijos de minha irmã ! Livre filho das montanhas, Eu ia bem satisfeito, De camisa aberta ao peito, – Pés descalços, braços nus – Correndo pelas campinas À roda das cachoeiras, Atrás das asa...

Na Vida...

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A prudência apresenta-se e insiste em ficar. O sábio diz: Seja bem vinda! O tolo diz: Olá!
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Soneto de Fidelidade Vinicius de Moraes De tudo ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento. Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure.

Palavras...

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Palavras, palavras, palavras... Só fazem sentido diante do que sentimos,tocamos ou olhamos, Como num filme mudo antes da invenção das palavras.

Silêncio...

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Não há nada mais a ser dito,  tanto já foi falado, tento me convencer... Ainda que eu queira balbuciar, Mesmo que palavras queiram saltar, Mesmo que as palavras queiram, Ainda que eu queira... O silêncio me toma as mãos, me freia os lábios e apodera-se de mim. É o que existe agora... E isso ajuda  esquecer, SILÊNCIO! PS

Silêncio...

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Não há nada mais a ser dito,  tanto já foi falado, tento me convencer... Ainda que eu queira balbuciar, Mesmo que palavras queiram saltar, Mesmo que as palavras queiram, Ainda que eu queira... O silêncio me toma as mãos, me freia os lábios e apodera-se de mim. É o que existe agora... E isso ajuda  esquecer, SILÊNCIO! PS

Les Journées Ensoleillées

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Logo eu, que gosto tanto do frio... Recuando e fugindo das camadas de gelo. PS

Tempo

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T udo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.

Vous et Moi

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Mãos... Mãos trêmulas, minhas, tuas mãos, segura minhas frias mãos; Minhas trêmulas, tuas mãos... Paz. Nervos... Medos, risos, afagos, olhares; Olhos nos olhos, teus olhos... Paz. Pura... Minha, tua, nua, tua pele; Minha pele nua, tua... Paz. Voz... Trêmula, falha, em mim, para mim; Busco encontro paz em ti, e mim; Na voz, tua voz... Paz. Afagos, abraços, tropeços, desajustados e ao mesmo tempo ajustados... Amor, medo, respeito, afagos, afagos, suspiros, respiro, abraços, braços, teus braços... Paz. PS

SETE VIDAS

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A postura combativa Ainda tô aqui viva Um pouco mais triste Mas muito mais forte
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Tem dor que vira companhia. Olhando de perto, faz tempo que deixou de doer, só tem fama, mas a gente não solta. Quem sabe, pelo receio de não saber o que fazer com o espaço, às vezes grande, que ficará desocupado se ela sair de cena. Vazio é também terreno fértil para novos florescimentos, mas costuma causar um medo inacreditável. Quando, finalmente, criou coragem e deixou de dar casa, comida e roupa lavada para a tal dor, ela desapareceu. Ana Jácomo

Em Busca De...

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Depois de tantas buscas, encontros, desencontros, acho que a minha mais sincera intenção é me sentir confortável, o máximo que eu puder, estando na minha própria pele. É me sentir confortável, mesmo acessando, vez ou outra, lugares da memória que eu adoraria inacessíveis, tristezas que não cicatrizaram, padrões que eu ainda não soube transformar, embora continue me empenhando para conseguir. Ana Jácomo

Metamorfose

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Respirar fundo...                                                                                                                                                                                                                      Esperar que a dor vire saudades.