Apressa-te. Não deixes para amanhã o que hoje podes fazer. Vê- me. Já fui manhã primaveril. Margarida tagarelas salpicavam minhas terras. O tempo é breve e parte sem volta. Nada é novamente, exceto a luza que cai sobre a tua cabeça. Há um tempo em que os habitantes de uma cidade se renovam Outros serão donos daquilo de onde um dia fomos reis. O tempo se esvai e hoje sou tardinha quase noite. Já me sinto quase um mistério. já não sou tanto dia, tanto luz. Perdi minha identidade. Portanto, faço hoje O que tenho a fazer. Amanhã poderei não ser. Texto extraído do livro Mais Carne do Que osso.