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Mostrando postagens de outubro, 2015
Autobiografia em 5 atos
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1. Ando pela rua há um buraco profundo no passeio eu caio lá dentro estou perdido - sem esperança não foi culpa minha após uma eternidade consigo sair. 2. Ando na mesma rua há um buraco profundo no passeio eu finjo que não vi eu caio de novo lá dentro não acredito que estou lá novamente mas não foi culpa minha após muito tempo consigo sair. 3. Ando na mesma rua há um buraco profundo no passeio eu vejo o buraco eu caio de novo lá dentro - virou hábito meus olhos estão abertos eu sei onde estou foi culpa minha saio imediatamente. 4. Ando na mesma rua há um buraco profundo no passeio eu contorno o buraco. 5. Ando em outra rua (Texto extraído do livro "O Livro Tibetano do Viver e do Morrer" – Sogyal Rinpoche – Editora Talento / Palas Athena
A Canção Dos Homens
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“Quando uma mulher, de certa tribo da África, sabe que está grávida, segue para a selva com outras mulheres e juntas rezam e meditam até que aparece a “canção da criança”. Quando nasce a criança, a comunidade se junta e lhe cantam a sua canção. Logo, quando a criança começa sua educação, o povo se junta e lhe cantam sua canção. Quando se torna adulto, a gente se junta novamente e canta. Quando chega o momento do seu casamento a pessoa escuta a sua canção. Finalmente, quando sua alma está para ir-se deste mundo, a família e amigos aproximam-se e, igual como em seu nascimento, cantam a sua canção para acompanhá-lo na "viagem". "Nesta tribo da África há outra ocasião na qual os homens cantam a canção. Se em algum momento da vida a pessoa comete um crime ou um ato social aberrante, o levam até o centro do povoado e a gente da comunidade forma um círculo ao seu redor. Então lhe cantam a sua canção". "A tribo reconhece que ...
Olavo Bilac Ora direis ouvir estrelas
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Ouvir Estrelas "Ora (direis) ouvir estrelas! Certo, Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto, Que, para ouvi-las, muitas vezes desperto E abro as janelas, pálido de espanto... E conversamos toda a noite, enquanto a Via-Láctea, como um pálio aberto, Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto, Inda as procuro pelo céu deserto. Direis agora: "Tresloucado amigo! Que conversas com elas? Que sentido Tem o que dizem, quando estão contigo? " E eu vos direi: "Amai para entendê-las! Pois só quem ama pode ter ouvido Capaz de ouvir e e de entender estrelas". Poemas de Olavo Bilac.
DEFINIÇÕES -
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C erteza é quando a ideia cansa de procurar e pára. S audade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue. L embrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo. A ngústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego. P reocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento. I ntuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido. P ressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista. V ergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora. A nsiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja. I nteresse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento. S entimento é a língua que o coração us...
NO COTIDIANO...
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Ironia ou não, Em um mundo de combos, bits, teras e sei lá mais quantos outros, Perdemos a capacidade de falar? Desaprendemos a arte da comunicação? Foi o que me perguntei ao deparar-me com aquela cena que... Que me deixou... Que... Que ainda procuro palavra para defini-la. Estarrecida, talvez. Homens assentados em seus “tronos”, Às portas cerradas, brisas individuais, criando em suas mentes e desenvolvendo ao seu redor um mundo que só lhes cabem. Lá fora, a selva os consome. Eles nem percebem. Na quebra do silêncio de uma sala de espera... - Bom dia! O que significa isso? ( As palavras geram surpresas.) - Quem é?! - Está falando comigo?! - Eu posso...? - Não!!!! Não é a sua vez! A vez é minha! -Silêncio! Tenha modos! Cadê sua educação?! Ninguém diz, mas todos pensam. - Pegue a senha! - Espere! - O sinal abriu. - O sinal fechou. - Vai bater! Não! Só encostou. - Você vai pagar! Ent...
FAZENDO BEM...
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Apartem- se as mão, Busquem distância e se vão. Sigam em lados opostos e caminhos que levam às novas estradas, Aqueles ombros que se acolheram e ofereceram- se em conforto, E tão somente por bem e pelo bem, Agora sem dor, Se vão... E o que era tão próprio e "eterno", Por bem e somente pelo bem, tornou-se efêmero. PS.